quarta-feira, 8 de julho de 2009

O comandante da BM em Livramento

No Contraponto (Rádio Cultura) desta terça estiveram o Tenente Coronel Flávio da Silva Lopes e o Major Rogério Xavier, comandante e sub-comandante do 2º RPMon respectivamente. Os dois oficiais da Brigada Militar promoveram uma agradável conversa com os integrantes do programa e deixaram algumas de suas impressões.

Para eles, o ponto crítico que mais afeta a região são os delitos rurais e consideraram a cidade bem segura em relação ao resto do Rio Grande do Sul. O Comandante Flávio explicou o porquê da corporação utilizar três a quatro PMs para conterem um único indivíduo violento. "É questão estratégica, se tentarmos coibir um homem violento com um ou dois policiais, todos podem sair machucados, mas se forem quatro contra um, por exemplo, a BM consegue render essa pessoa sem ela machucar nenhum dos policiais e sem sair machucado também. É um procedimento que preza pela integração física de todos os envolvidos".

O Comandante revelou que, na sua opinião, é impossível alguém apresentar um cálculo preciso de qual a média necessária de efetivo por população. Para ele, existem variáveis de comunidade para comunidade como ausência maior ou menor do poder público, índices de desemprego, etc...

Ele também apresentou um número surpreendente: cerca de 77% dos crimes cometidos no Rio Grande do Sul são cometidos por egressos do sistema prisional. Para o Coronel Flávio, é possível a privatização dos presídios, desde que a legislação seja adequada para atender essa demanda. Na Espanha, diz o Comandante, aconteceu assim e a experiência tem sido excitosa. O tratamento de recuperação dos presos é lucrativo para os dois lados, pois eles trabalham como forma de se integrarem à sociedade. E o lucro da produção vai parte para o apenado e parte para sustentar o sistema. Já nos Estados Unidos, a privatização das penitenciárias foi um fracasso, de acordo com o comandante, porque não houve adequação da legislação com a nova realidade.

Para encerrar, o Tenente Coronel Flávio deixou uma frase para mostrar qual a responsabilidade das autoridades policiais e da comunidade com a segurança pública: "Crime é coisa para a polícia, violência é coisa para a sociedade".

2 comentários:

Cleovane Selbach disse...

Esses comandantes estão certos. Essa é uma questão que envolve toda a sociedade, e só será resolvida se enfrentarmos essa tentativa de se implantar uma cultura destrutiva em nossa sociedade. Nossos valores estão sendo degradados, e querem nos fazer crer que não passamos de sambistas, carnavalescos, cantores e jogadores de futebol, e que a única coisa que importa é beber cerveja.
Valores como o trabalho, a educação, a família e a espiritualidade são postos de lado.
O fato de a grande parte dos delitos envolver pessoas com antecedentes deixa isso claro. Enquanto a sociedade não tiver valores sólidos, falar em combate a violência será apenas uma utopia.
Um exemplo simples ilustra isso:
Se você possui um gramado limpo, as pessoas passam por ali e tem vergonha de atirar sujeira, e ele permanece limpo. Mas se você deixar um terreno abandonado, a medida que ele vai ficando sujo, mais e mais lixo é jogado nele.
Uma sociedade sem valores só conseguirá criar pessoas igualmente sem valores.
A vida tem o valor que a sociedade dá a ela.

Marcelo disse...

Vocês sabem que este senhor é suspeito do assassinato em São Gabriel?!?!?