Tenho escutado muitas opiniões a favor e outras contra a instalação de um estacionamento pago nas ruas centrais de Livramento - área entre as ruas Conde de Porto Alegre, Silveira Martins, 7 de Setembro e Largo Hugolino Andrade. O Marcos Sória, que é presidente do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana, e o vereador Cláudio Coronel (PTB) já mostraram que estão contra o projeto. A Acil, após uma consulta com todos os seus associados, onde 74% deles são favoráveis ao estacionamento rotativo, está defendendo a implantação do projeto. E a Prefeitura com sua base na Câmara Municipal também espera levar o projeto adiante.Depois de muito analisar e comparar os prós e os contras, não há como ficar contra a instalação do sistema nas ruas centrais daqui de nossa cidade. Todos sabemos ser uma grande dificuldade achar uma vaga para estacionar o carro nessas ruas durante a semana, e a situação tende a piorar com o aumento das vendas de automóveis em todo o país. Vamos analisar alguns pontos discutidos nesse debate:
- Os contrários alegam que serão novas taxas para cobrar da população santanense, que já não suporta tanta tributação. É verdade, a carga tributária é grande, mas o estacionamento será cobrado apenas de quem tiver automóvel e interesse em parar nas ruas centrais. Quem não quisera pagar, ou estaciona fora da área ou deixa o carro em casa;
- Eles também criticam que o dinheiro arrecadado deverá ir todo para fora da cidade. O lucro talvez vá, se esse sistema for administrado por empresa de fora. Porém, o investimento e os trabalhos gerados ficarão aqui em Livramento. Por esse ponto de vista, os críticos diriam o quê sobre o BIG e lojas Tumelero, Colombo, Bernoit, Quero-Quero, etc.?
- É importante também lembrar que os turistas das lojas de free-shop ocupam quase todas as vagas do nosso centro para fugirem da cobrança uruguaia, mas não compram nada deste lado da linha e tiram lugar de quem poderia comprar.
2 comentários:
Ser contra, ser a favor... E daí? Quem tem de opinar é quem vai usar. Vereador tem de votar o que a maioria decidir. Argumentar pode... Com a geografia da nossa cidade, ruas estreitas, concentração do comércio no centro e a quantidade de automóveis, estacionar onde? Se o valor não passar de R$ 1,00 por hora vai ser bom. Nem vou discutir para onde vai o dinheiro, só sei que para quem quer fazer uma compra no centro vai ter um pouco mais de facilidade para estacionar. Pois quem trabalham no centro e vão de automóveis, principalmente bancários, donos de escritórios e lojas que deixam seus carros o dia todo estacionado terão de pagar mais, pelo tempo, ou estacionar trezentos metros distantes do seu negócio. E a grande maioria das pessoas que compram e não usam carro, o problema não existe. Eu que tenho carro quero pagar por meia hora, uma hora e ter facilitado o estacionamento. E quanto ao transporte de carga, liberar a noite, das 18:30 até as 7 horas da manhã. Para um município que gasta mais de 4 "milhãozinho" só com o legislativo (dinheiro que sai do bolso do contribuinte), o que é pagar R$ 1,00 para estacionar no centro. Creio que a maioria dos chauffeur, dos driver e motorista não estão contra essa medida.
Eis aí uma polêmica que atinge a todos os municípios com mais de 20 mil habitantes. O que fazer para comportar tantos carros?
Um ponto interessante do estacionamento rotativo é que ele causa uma revitalização do comércio nos arredores do centro, pois muitos comerciantes passam a procurar pelas ruas fora das áreas em que há cobrança, cujo movimento também aumenta em virtude dos motoristas que querem escapar de mais essa despesa.
Mas, e depois? Se o número de veículos continuar aumentando nos índices atuais ( e eu não vejo a hora de poder contribuir com mais um veículo nessa estatística), em breve será necessário criar um "segundo andar" nas cidades.
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