sábado, 3 de outubro de 2009

Rio 2016: o início da revolução

Há menos de dez anos, eu e minha geração de brasileiros não levávamos muita fé que teríamos em nosso país uma Copa do Mundo de futebol antes de chegarmos a meio século de vida. Pois além da Copa do Mundo em 2014, agora também haverá dois anos depois os Jogos Olímpicos. O Rio de Janeiro será sede das Olimpíadas de 2016, e com todas as virtudes que uma cidade poderia ter. Ao contrário das outras sedes, lá é possível praticar todas as modalidades sem fazer uso de outra cidade vizinhas e sem construir lagos e praia artificiais. Se a competição é no mar, o Rio tem. Se é em lagoa, o Rio tem. Disputas na areia da praia, o Rio mais do que tem. Se precisa de floresta, lá também tem. Além disso, a cidade é colorida, o povo é alegre, criativo, e a paisagem perfeita para se entrelaçar com esporte e saúde.

Um ponto que merece atenção e elogios foi a organização das autoridades brasileiras para garantir essa vitória. Houve sincronia de forças entre os governos federal, estadual e municipal, e o Comitê Olímpico aliou eficiência apresentando projetos bem embasados com a emoção típica do nosso país e dos nossos atletas. O discurso de Lula foi de estremo bom tom, a presença de ilustres personalidades como Pelé, Guga e Paulo Coelho ajudou bastante, a mobilização da população foi um dos maiores trunfos e, claro, que a situação econômica brasileira e a ausência histórica das Olimpíadas na América do Sul somaram muitos votos. Imagino que a programação de uma Copa do Mundo dois anos antes ajudou um pouquinho também.

Esses dois grandes eventos (os maiores do planeta) demonstram que o nosso país está virando uma potência mundial e eles devem marcar o início de uma revolução esportiva nacional. Certo que a Copa do Mundo de 2014 e o Rio 2016 irão incentivar milhares e milhares de crianças e de empresas a se envolverem com o esporte. Já imagino que quando eu chegar aos 50 anos, o Brasil estará entre as cinco maiores nações do esporte mundial. E muitos dos nossos futuros ídolos estarão abrindo seus olhos para a prática esportiva nesses próximos sete anos... graças a Copa do Mundo e as Olímpiadas em solo nacional.

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