sábado, 3 de outubro de 2009

Um Brasil poderoso

Foi uma grande festa, motivo de orgulho para todo o país ver a vitória do Rio para receber as Olimpíadas de 2016. Incrível é que teve gente contra porque o Governo Federal vai gastar bilhões em apenas uma cidade ou porque falam da existência de pobreza, analfabetismo e outros itens fundamentais que deveriam ser resolvidos bem antes de se pensar em investir para Jogos Olímpicos. Estes são os pessimistas que puxam o Brasil para o buraco - ou que não permitem que ele saia do buraco.

É verdade que ainda falta muito para o nosso país resolver esse problemas históricos, mas enquanto não solucionarmos tais itens por completo, o Brasil deve ficar assistindo todo o resto pela televisão? Não podemos pensar em investir em outros lados concomitantemente? Não podemos promover dois eventos grandiosos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas para incentivas milhões de jovens e crianças a buscarem o esporte como alternativa porque ainda temos deficiências? Será que os outros países que pleiteavam sediar os Jogos Olímpicos também não têm seus problemas como desemprego, pobreza, violência, terrorismo, preconceito social e racial, corrupção? Para estes pessimistas, só o Brasil tem problema e só ele no planeta não tem condições de sediar eventos esportivos desse nível.

Por outro lado, a maior parte dos gastos públicos serão em infra-estrutura, benefícios que ficarão após os jogos para a população toda, tanto para os cariocas quanto para os turistas que visitam a cidade maravilhosa. Claro que o ideal seria as Olimpíadas envolverem o país inteiro para estes investimentos pipocarem para todos os estados, mas a tradição olímpica é restrita apenas a uma cidade. De qualquer forma, o estado do Rio de Janeiro será todo ele envolvido nessa nova cara que receberá para as Olimpíadas, e a Copa do Mundo dois anos antes vai envolver sim quase todo o Brasil e terá investimentos pesados também em infra-estrutura.

Não vejo onde está o pecado em o Brasil ser sede da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Além dos investimentos urbanos, teremos também o investimento humano, em milhares de vagas de trabalho criadas e em jovens e crianças que ainda nem sabem o que pensar do futuro, mas que já está programado para incentivar que elas se afastem das drogas e do crime para se aproximarem do esporte e da saúde - independente da classe social. A única e principal crítica nesse processo todo contra as autoridades é que estamos vendo que é possível o Governo Federal investir em infra-estrutura, é só ele querer, mas parece que ele precisou de um motivo mais que especial para fazer aquilo que seria sua obrigação independente de Olímpíadas e Copa do Mundo.

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