domingo, 4 de outubro de 2009

A poderosa de Hollywood

Ela começou a carreira como modelo da agência Elite em anúncios da Levi’s e da Coca-Cola, mas surgiu para o mundo como uma sensual dançarina em O Máskara ao lado de Jim Carrey. O sucesso veio com os filmes O Casamento de Meu Melhor Amigo, Quem vai Ficar com Mary? e Quero ser John Malkovich. Hoje, aos 37 anos, a atriz norte-americana neta de cubanos Cameron Diaz é considerada uma das principais estrelas do cinema e a única mulher ao lado de Julia Roberts que cobra cachê acima de 20 milhões de dólares por trabalho. Assim mesmo, não lhe faltam propostas de novas produções em suas mãos. Na semana passada, enquanto estreava nos cinemas brasileiros o drama Uma Prova de Amor, Cameron iniciava as primeiras gravações ao lado de Tom Cruise (o ator mais caro do mundo) do filme Wichita. A trama gira em torno de um agente secreto que, após um encontro romântico às cegas com uma moça, acaba se envolvendo em várias confusões. A dupla já esteve junta no excelente Vanilla Sky!

sábado, 3 de outubro de 2009

Rio 2016: o início da revolução

Há menos de dez anos, eu e minha geração de brasileiros não levávamos muita fé que teríamos em nosso país uma Copa do Mundo de futebol antes de chegarmos a meio século de vida. Pois além da Copa do Mundo em 2014, agora também haverá dois anos depois os Jogos Olímpicos. O Rio de Janeiro será sede das Olimpíadas de 2016, e com todas as virtudes que uma cidade poderia ter. Ao contrário das outras sedes, lá é possível praticar todas as modalidades sem fazer uso de outra cidade vizinhas e sem construir lagos e praia artificiais. Se a competição é no mar, o Rio tem. Se é em lagoa, o Rio tem. Disputas na areia da praia, o Rio mais do que tem. Se precisa de floresta, lá também tem. Além disso, a cidade é colorida, o povo é alegre, criativo, e a paisagem perfeita para se entrelaçar com esporte e saúde.

Um ponto que merece atenção e elogios foi a organização das autoridades brasileiras para garantir essa vitória. Houve sincronia de forças entre os governos federal, estadual e municipal, e o Comitê Olímpico aliou eficiência apresentando projetos bem embasados com a emoção típica do nosso país e dos nossos atletas. O discurso de Lula foi de estremo bom tom, a presença de ilustres personalidades como Pelé, Guga e Paulo Coelho ajudou bastante, a mobilização da população foi um dos maiores trunfos e, claro, que a situação econômica brasileira e a ausência histórica das Olimpíadas na América do Sul somaram muitos votos. Imagino que a programação de uma Copa do Mundo dois anos antes ajudou um pouquinho também.

Esses dois grandes eventos (os maiores do planeta) demonstram que o nosso país está virando uma potência mundial e eles devem marcar o início de uma revolução esportiva nacional. Certo que a Copa do Mundo de 2014 e o Rio 2016 irão incentivar milhares e milhares de crianças e de empresas a se envolverem com o esporte. Já imagino que quando eu chegar aos 50 anos, o Brasil estará entre as cinco maiores nações do esporte mundial. E muitos dos nossos futuros ídolos estarão abrindo seus olhos para a prática esportiva nesses próximos sete anos... graças a Copa do Mundo e as Olímpiadas em solo nacional.

Um Brasil poderoso

Foi uma grande festa, motivo de orgulho para todo o país ver a vitória do Rio para receber as Olimpíadas de 2016. Incrível é que teve gente contra porque o Governo Federal vai gastar bilhões em apenas uma cidade ou porque falam da existência de pobreza, analfabetismo e outros itens fundamentais que deveriam ser resolvidos bem antes de se pensar em investir para Jogos Olímpicos. Estes são os pessimistas que puxam o Brasil para o buraco - ou que não permitem que ele saia do buraco.

É verdade que ainda falta muito para o nosso país resolver esse problemas históricos, mas enquanto não solucionarmos tais itens por completo, o Brasil deve ficar assistindo todo o resto pela televisão? Não podemos pensar em investir em outros lados concomitantemente? Não podemos promover dois eventos grandiosos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas para incentivas milhões de jovens e crianças a buscarem o esporte como alternativa porque ainda temos deficiências? Será que os outros países que pleiteavam sediar os Jogos Olímpicos também não têm seus problemas como desemprego, pobreza, violência, terrorismo, preconceito social e racial, corrupção? Para estes pessimistas, só o Brasil tem problema e só ele no planeta não tem condições de sediar eventos esportivos desse nível.

Por outro lado, a maior parte dos gastos públicos serão em infra-estrutura, benefícios que ficarão após os jogos para a população toda, tanto para os cariocas quanto para os turistas que visitam a cidade maravilhosa. Claro que o ideal seria as Olimpíadas envolverem o país inteiro para estes investimentos pipocarem para todos os estados, mas a tradição olímpica é restrita apenas a uma cidade. De qualquer forma, o estado do Rio de Janeiro será todo ele envolvido nessa nova cara que receberá para as Olimpíadas, e a Copa do Mundo dois anos antes vai envolver sim quase todo o Brasil e terá investimentos pesados também em infra-estrutura.

Não vejo onde está o pecado em o Brasil ser sede da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Além dos investimentos urbanos, teremos também o investimento humano, em milhares de vagas de trabalho criadas e em jovens e crianças que ainda nem sabem o que pensar do futuro, mas que já está programado para incentivar que elas se afastem das drogas e do crime para se aproximarem do esporte e da saúde - independente da classe social. A única e principal crítica nesse processo todo contra as autoridades é que estamos vendo que é possível o Governo Federal investir em infra-estrutura, é só ele querer, mas parece que ele precisou de um motivo mais que especial para fazer aquilo que seria sua obrigação independente de Olímpíadas e Copa do Mundo.