segunda-feira, 9 de maio de 2011

Armas na fronteira















O Senado Federal trouxe de volta às discussões o tema do desarmamento no Brasil. A intenção do presidente da casa José Sarney é realizar uma nova campanha de entrega de armas nas delegacias de polícia (civil e federal) e promover um referendo para saber se o povo é a favor ou contra a proibição da venda de armas. O debate voltou após aquele psicótico jovem matar meia dúzia de crianças numa escola do Rio de Janeiro. Sinceramente, acredito que essa tragédia não seria evitada, mesmo se houvesse lei proibindo a venda de armas ou novos sistemas de segurança, como chegaram a cogitar a implantação de detectores de metal nas entradas das escolas. Certamente, se não tivesse condições de entrar na instituição, o assassino ficaria esperando suas vítimas no portão da frente.

E as armas que estão nas mãos dos bandidos não vêm das mãos dos cidadãos e sim por outros meios. É pelo tráfico nas fronteiras e através de desvios e roubos em quartéis do Exército e das polícias militares. Só para reforçar essa tese: a maioria das armas e munições apreendidas no Brasil são de uso restrito do exército. Ou seja, a lei não mudaria isso. No entanto, acontecem também tragédias familiares como crianças que morrem por tiros acidentais quando manuseavam revólveres dos pais. Por fim, ficaria cem por cento a favor do desarmamento e do fim da venda de armas quando o Governo Federal conseguir monitorar toda a extensão de fronteira com os países vizinhos e evitar os desvios de armas nos quartéis. Nós que moramos na divisa entre Livramento e Rivera sabemos que comprar uma pistola na cidade uruguaia e levá-la para Porto Alegre é tão fácil quanto transportar um pote de dulce de leche Conaprole.

Um comentário:

Sandro Motta disse...

Fala Duda, tocaste no principal ponto sobre o desarmamento, o cidadão de bem não pode ser desarmado, tem é que ter uma rigorosa fiscalização nas fronteiras, com forte atuação por parte do poder público, porque esta cada vez mais fácil comprar uma arma no Uruguay, Argentina e Paraguay. Levantou-se até uma idéia absurda de se fazer um novo referendo, isso é só pra gastar dinheiro, porque o custo de se fazer um referendo é quase igual ao de uma eleição.